Desintoxicação das Redes Sociais

By Elisabeth Rodriguez - 21.5.17

Viva Leitores!

Hoje o post vai para a Categoria "Personal" e quiçá "Opinion": Conto-vos a minha relação com as Redes Sociais e a necessidade que às vezes sinto em me Desintoxicar delas. 

Créditos foto: Kaboompics//Karolina

Reconheço nas Redes Sociais uma importante ferramenta de trabalho/divulgação de empresas e marcas. Reconheço que as redes sociais aproximam quem está longe mas - de igual modo - afastam quem está perto.  Eu própria gosto de interagir (aprender e partilhar em grupos - na medida certa, para mim) nas redes sociais, sobretudo, com pessoas a quem reconheço uma boa essência, uma boa energia
Contudo, é muito fácil nos perdermos nas armadilhas das Redes Sociais e tornarmo-nos "escravos" delas. 



Recentemente adoeci (não interessam os pormenores) e fui obrigada a parar ou pelo menos a abrandar o ritmo. Com o que a situação possa ter de mau, o bom é que nos permite pensar no que realmente importa. 


Apercebi-me (não que não o soubesse já - mas esquecemo-nos facilmente) do quanto exijo de mim própria neste mundo da blogoesfera. Mas que raio... por que razão o faço? As Redes Sociais não me pagam contas! É a verdade! Sempre encarei o blog como um hobbie, um espaço de partilha, um espaço onde me perco e onde me encontro. E é assim que quero que continue! 



Dizem os mais velhos e experientes pela blogoesfera que um blog para crescer (assim como instagram, fan page, twitter, snapchat, mais alguma?) é preciso marcar presença constante ou muito frequente nas redes sociais. Está explicado por que razão o meu blog não cresce! Gosto de ter vida e, para mim, nem tudo é partilhável (cada um saberá os seus limites). 


No entanto, a verdade é que é muito fácil cairmos na pressão do "tem de estar presente". Será que tenho? A verdade é que não tenho (não temos)! E senti mesmo necessidade de fazer uma desintoxicação de Redes Sociais. E - de vez em quando - tenho de a fazer para bem da minha sanidade mental.

Sou selectiva na informação que consumo tanto como na informação que partilho. E, para mim, as coisas têm de ficar neste meio termo.


Ultimamente, recuso-me a consumir a informação que passa no facebook! Já não tenho paciência para tanta maldade (e ignorância) à volta de um Salvador Sobral ou de um Benfica Campeão. Não sou apreciadora da música do rapaz e tampouco tenho clube futebolístico  (futebol não me diz absolutamente nada!), mas fico FELIZ com uma vitória Portuguesa (muito feliz, mesmo!) e acho piada à forma como os portugueses vivem o futebol (pena que não sejam assim com a política, essa sim mexe com a nossa vida e bolsos). Há necessidade das pessoas serem destrutivas? Adiante...


Não gosto da partilha de posts sem qualquer credibilidade ou veracidade que recebem centenas de emojis (que muitos nem se coadunam com a notícia) e, muitas vezes, nem se leu a notícia completa ou se sabe da veracidade da mesma.


Já no Instagram, a história repete-se! Tem de haver uma certa frequência de publicações e calculo que a pessoa tenha de ser rica (ou patrocinada), desocupada ou fútil (too much) para ter centenas e centenas de seguidores, independentemente da foto. Temos pena! Mas não sou nem uma coisa nem outra! Como também não sou figura pública (cantora, actriz, apresentadora de TV, etc.), calculo que me tenha de contentar com marcas que me seguem na esperança que seja rica. Eh!Eh!Eh! 😄💸



E se sou uma pessoa normal, por que razão quero eu ter seguidores no Insta? Precisamente porque a pressão actua nesse sentido e somos embrulhados nessa teia do que é "suposto". As redes sociais obrigam-nos a ser pessoas "especiais", quando - na realidade - as pessoas são basicamente todas iguais (mesmo as figuras públicas). 


Pergunto-me a mim própria: Criei conta no Instagram com que objectivo? Partilhar coisas de que gosto, dar a conhecer um pouco de mim (relacionado com o blog- dentro dos meus limites), um pouco das paisagens magníficas que tenho à minha volta e a minha perspectiva (fotográfica) de várias coisas. Também esperava conhecer pessoas inspiradoras e posso dizer que conheci algumas. E esta é a parte de que mais gostei. 



Cheguei à conclusão que se não houver empatia, talvez não faça sentido seguir qualquer pessoa no Instagram. Afinal, para ver fotografias bonitas basta ir ao google imagens ou ao pinterest. 



A mensagem que quero passar não é de que não gosto das Redes Sociais (porque até gosto, com conta, peso e medida) mas sim de que é preciso (e acho que todas precisamos, pois também sinto esta pressão nas pessoas que sigo) ter cuidado para não perder a liberdade (que tanto preservo) e me deixar escravizar por elas. 


Serei a única que tenho a sensação de que as Redes Sociais se tornaram "too much" nos vários sentidos?
 E se a dinâmica das Redes Sociais está como está, não será culpa de todos nós que participamos nelas de forma nem sempre construtiva? 

Deixem-me a vossa opinião! 

Beijinhos e boa semana!!!💗

Ps.: Desculpem o testamento! 

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10 comentários

  1. Falando por experiência própria, para mim é muito difícil desapegar-me das redes sociais. Por mais que queira ser mais descontraída em relação ao assunto, não consigo deixar de me preocupar com a presença no blog em relação às redes sociais e estou sempre a trabalhar para isso. Consome e até demais. É uma chatice que tenha de pensar mil vezes nas cores da foto antes de publicar no instagram mas só estou a tentar distinguir-me nas massas. Não sei...

    THE PINK ELEPHANT SHOE // INSTAGRAM

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    1. Cátia,
      E não sentes que a vida parece que é comandada pela Redes Sociais ao invés de ser ao contrário? Ah!ah!Ah! Também já passei essa fase de pensar "Bolas!!! A cor não condiz com o Insta", mas preciso de me disciplinar a mim própria para não cair no erro de viver para as redes sociais! Mas tu distingues! E, na minha opinião, distingues-te pela mensagem que está por trás do teu Insta, que só os que te seguem com "olhos de ver"- entenderão! Beijinho. <3

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  2. Tens toda a razão no que dizes mesmo verdade
    as vezes temos de para para pensar um pouco
    confesso que partilho um pouco do que faço mas sempre com o pé a traz do que as pessoas pensam
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia /Facebook /Intagram
    Tem post novos todos os dias

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    1. Sofia,
      Quem tem blog tem que partilhar sempre! A questão está em saber os nossos limites! E o que queremos partilhar! ;)
      Beijinho. <3

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  3. Eu gostei muito deste post, eu também costumo pensar nisso que eu tenho o blog como hobbie e nas redes sociais dou a conhecer o meu trabalho, mas que não quero deixar de viver a minha vida ou assim por sentir que tenho de estar sempre atualizar tudo.
    E por vezes chego mesmo a sentir-me cansada por estar no Facebook ou no Insta a ver as fotos maravilhosas das bloggers ricas a viajarem e a ganhar um monte de seguidores( isso é um sofrimento para mim).
    Beijinhos!
    http://grandesonhadorablog.blogspot.pt/

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    1. Noono,
      Pois é! Mas a verdade é que depois acabamos por sentir a pressão do ter sempre tudo actualizado! Então, e quando é que vivemos? Tem que ser muito bem gerido! :) Quem tenha boas possibilidades económicas tem obviamente acesso a "outros voos", logo a coisas mais bonitas/interessantes para mostrar, mas isso não me incómoda. O que me incómoda é pensar que as Redes Socais são feitas por pessoas e que cometemos o erro de acharmos que elas nos dão algo de volta! Na prática, a pessoas comuns, o que é que as redes sociais nos dão de volta? Beijinho Noono. ;)

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  4. Não posso deixar de concordar com quase tudo o que aqui enuncias relativamente ás redes sociais. Só acabo a discordar relativamente ao Instagram, mas pelo que consegui auferir do teu post parece-me q o usamos de forma muito distinta e para fins mesmo muito diferentes, além de que com toda a certeza as contas que seguimos dificilmente se cruzam. O insta para mim é uma fonte de inspiração e de arte, e um outlet artistico - a bem ou a mal - mas tb uma fonte de divulgação do meu trabalho. Tenho o hábito de publicar lá várias vezes por dia, uns mais que outros, e visto não ser rica, presumo que caia naquilo q defines por desocupada (sendo que não trabalho fora de casa já estou habituada a que me considerem isso mesmo) ou então fútil, que admito ser até bastante. É bem verdade que as redes sociais são a meu ver um espelho daquilo que é a sociedade de consumo rápido dos dias de hoje, em que é tudo fast: fast money, fast food, fast success, fast living, fast love, fast friends. Mas dentro do que se tornou a norma, cabe a cada um de nós ir para lá desta e procurar aquilo que lhe faz sentido, nadar qui ça contra a corrente. E fazer menos julgamentos de valor, acima de tudo.
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt

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    1. Ruth,
      Antes de mais, obrigada pelo comentário.
      Certo, perfeitamente compreensível o uso do Instagram como fonte de inspiração ou divulgação do teu trabalho, como referi - logo no início do post - as Redes Sociais, no qual o Instagram se inclui, são uma grande mais-valia para quem pretende divulgar uma marca/empresa/trabalho. Mas nesse caso, calculo que não haja qualquer pressão no sentido de ter "tudo actualizado". A pessoa publica 1, 2, 6 vezes- no Instagram - da mesma forma que um Administrativo utiliza o Excel 1,2, 6 vezes no seu dia! Ou seja, é trabalho! Já quem usa como fonte de divulgação de um blog, acaba sempre por sentir a pressão e tem que se auto-disciplinar para não se tornar demasiado dependente das Redes Sociais.
      Também concordo! As redes sociais são o reflexo daquilo que se vive na sociedade e é esta sociedade do "Fast tudo" (amor,sucesso, vida, amigos- como dizes)...que me recuso a "aceitar"! Nado contra a corrente desde sempre e, certamente, é também por isso que tudo é mais difícil! ;)
      Sempre que criticamos (e auto-criticamos, porque este post também é uma auto-crítica) um tema relativo à sociedade, temos de fazer um juízo de valor. A crítica exige isso mesmo: que façamos um juízo de valor sobre algo. O segredo está em fazer uma crítica construtiva, sem ofender ninguém e creio que isso consegui fazer! :)

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  5. Elisabeth, concordo totalmente com o que disseste! Gosto de estar presente nas redes sociais, mas até determinado ponto e com peso, conta e medida! A verdadeira vida é aquela que se vive lá fora, na vida real e detesto estar presa ou sentir qualquer tipo de obrigatoriedade para com as redes sociais!

    A verdade é que para manter um blogue se fica um pouco (muito) dependente das redes sociais.....se queremos crescer, temos de publicar, temos de interagir, etc, etc.....e quando isso ocupa demasiado tempo, acaba por me chatear um pouco....lá está, como disseste, se calhar é por isso que o blogue não cresce mais (ou mais depressa).

    O blogue (e as redes sociais em geral) tem de ser algo que me dê prazer fazer e não uma obrigação, senão está o "caldo entornado"! :D

    Beijinho grande <3
    http://demantanosofa.blogspot.pt/

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    1. Carla,
      É isso mesmo, Carla! Quem tem blog acaba por ficar muito dependente das Redes Sociais. O problema está quando nem damos por isso e o dia já passou e não fizemos nada (não vivemos). É por isso que sou apologista do meio termo e, no meu caso, da necessidade de me auto-disciplinar para não esquecer que tenho vida (lá fora- como dizes). Extra Redes Socais (inclusive o blog), há tudo o resto a ser gerido: casa, marido, trabalho, família, estudos, animais de estimação, etc.).
      É isso! Lá está! Para dar prazer, temos estar sempre atentos ao nosso ponto de equilíbrio! ;)
      Beijinho. <3

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