Crónica: Afinal o que querem as mulheres do Séc. XXI?

Olá meninas (os),

Hoje trago-vos um post para integrar a categoria "Crónicas".

Dado que estamos a chegar ao dia 08 de Março, dia Internacional da Mulher, data que comemora a luta pela igualdade das mulheres na sociedade e, porque não, data comemorativa dos nossos sucessos pessoais e profissionais.

Portanto, uma boa altura para reflectirmos no que queremos para nós, para as nossas filhas, sobrinhas, irmãs, no fundo, para as gerações vindouras.

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Baseio-me num episódio real para escrever esta crónica.

Há dias, como não vejo televisão através da televisão (pelo menos os 4 canais generalistas), acedo, mais tarde, aos programas que quero ver, através dos links deixados no facebook, fui dar uma vista de olhos ao Programa "Alta Definição". Não vejo sempre...às tantas, torna-se também mais do mesmo...mas naquele Sábado, deu-me para ali. Lá acedi através do facebook à entrevista, desta vez, com Sara Matos. Antes mesmo de clicar no link, para ver a entrevista, fui surpreendida com uma vaga de comentários dignos do tempo da "avozinha", mais preocupante ainda...comentários de mulheres, mulheres iguais a mim, mulheres iguais a vós! Praticamente, a actriz foi proclamada como "ladra de maridos ou namorados" (não sei bem). Surge, então, a primeira questão:
Em pleno séc. XXI, onde as mulheres proclamam igualdade de género, oportunidade, salário, cargos de direcção, etc., ainda existem mulheres convencidas de que os homens são "nossos"? Ainda existem mulheres com este sentido de posse? Pois...não admira, então, que também ainda existam homens a pensar o mesmo, afinal, eles são educados,sobretudo, pelas mães, ou seja, mulheres. Não admira que tenhamos homens a matar mulheres por não aceitarem um "não", um "chega", um "acabou" como resposta.

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Eis a minha modesta opinião e o que aprendi com a vida:  homens e mulheres não são coisas, não são objectos, logo, não se roubam. Eles (ou elas) vão porque querem ir! Também eu e, provavelmente, também vocês, a determinada altura da vida, tiveram de fazer um ultimato a alguém: "ou eu, ou ela". E pergunto: Não é isso que é justo? Não é isso que é sério, honesto e correcto da nossa parte? O contrário também sucedeu...e também eu provei o sabor amargo da partida de um amor. Que mo tivessem roubado? Não...nunca o interpretei assim...não se rouba o que não é nosso, porque os homens não são "nossos", nem os filhos são nossos...nem as mulheres são pertences dos homens. Ele foi, simplesmente, porque quis ir...porque estava no direito dele, fez a sua escolha;  da mesma maneira que eu, enquanto mulher, quero ter sempre esse mesmo direito: o direito de dizer, por mim, "acabou", "basta", "ficámos por aqui". Este é o direito que quero para mim e para as "minhas" mulheres (amigas,sobrinhas,irmãs,primas,alunas...).

A dor deste tipo de perda não pode levar a um sentimento cego de posse...não pode levar a que mulheres se sintam no direito de julgar, em praça pública, outras mulheres que apenas estão a viver a sua vida...mulheres que se tornam, num abrir e fechar de olhos, nas nossas filhas, nas nossas irmãs, nas nossas amigas...sim, a vida troca as coisas de lugar! Pois é! Contrariedades...as pessoas mudam o seu julgamento em função do lugar que ocupam!
Não podemos nós ser solidárias com a dor de uma e não julgarmos de forma perversa a outra?


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E se é o trabalho da actriz Sara M. que importa, por raio as pessoas misturam tudo e não gostam dela por conta da sua vida pessoal? O que é que uma coisa tem a ver com a outra? É assim que caminhamos para a igualdade? 

Curiosamente, não vi um único comentário a dizer que a culpa (se é que ela existiu) era do homem, neste caso, também ele actor. E desculpem as mulheres, mas, neste caso, a responsabilidade e dever de lealdade era sobretudo dele! Era a ele que competia pôr as cartas na mesa e depois seguir o seu rumo, o seu coração...

Nenhuma mulher deve querer do seu lado alguém que não lhe dá valor, alguém que, com o tempo, evoluiu num sentido diferente, alguém que já não caminha a seu lado e na mesma direcção. Creio que, madura (e segura se si) como é actriz Cláudia Vieira, prefere mil vezes que a sua relação tenha terminado do que viver uma mentira ou numa mentira. Também ela entendeu que não se obrigam pessoas a gostarem eternamente uma da outra.


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Num mundo perfeito, o ideal seria os casais (namorados ou cônjuges) deixarem de gostar um do outro em simultâneo; mas na vida real, as coisas nunca acontecem assim...não conheço um único caso em que tenha acontecido. Nada é eterno...nada é para "sempre" e os sentimentos não terminam em simultâneo...infelizmente!

Agora, esta sociedade meia "esquizofrénica" tem de decidir se quer viver e ter uma sociedade justa e igualitária para com as mulheres ou se quer agir e assumir a posição - também ela praticada por muitos outros países - de "apedrejamento", ainda que psicológico (até ver!) a outras mulheres, tal qual Maria Madalena! E são, sobretudo, as mulheres que o terão de decidir, porque são elas as primeiras a apontar o dedo às suas semelhantes!

Por último, um pequeno apontamento: É a vida profissional que devemos seguir, porque a vida pessoal das figuras públicas é demasiadamente semelhante à nossa!

Espero, assim, que as minhas leitoras (e leitores) sejam mulheres e homens com sentido de liberdade e respeito mútuo.
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   Nota: As figuras mencionadas servem apenas de mote para o desenvolvimento desta crónica. Poderiam  ter sido mencionadas outras figuras públicas a viver uma situação análoga. 

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